Os gastos dos consumidores com alimentos e bebidas estão se recuperando após uma queda acentuada causada pelo aumento dos medicamentos GLP-1. Esses medicamentos, como o Ozempic, inicialmente reduziram o apetite dos consumidores, levando à redução dos gastos com supermercados e restaurantes. Entretanto, relatórios recentes mostram que os gastos voltaram aos níveis anteriores ao GLP-1, sinalizando uma mudança significativa no mercado.
Queda nos gastos do consumidor
No ano passado, os medicamentos GLP-1 dominaram as manchetes por seus efeitos transformadores sobre a saúde. Os médicos os prescrevem para diabetes e perda de peso, pois eles suprimem drasticamente a fome dos usuários.
Isso levou a uma queda notável nos gastos com alimentos embalados, lanches e fast food. De acordo com um relatório da Circana, as vendas de alimentos e bebidas caíram 0,9% em 2023, com vínculos diretos com o uso do GLP-1. Os analistas observaram que as empresas têm se esforçado para se adaptar em meio ao rápido declínio da demanda.
Atualmente, a tendência está se revertendo. Os gastos nessas categorias estão voltando constantemente aos níveis do boom pré-GLP 1. Dados da Circana indicam que os consumidores estão novamente comprando mais lanches, mantimentos e refeições em restaurantes.
Possíveis motivos
Os especialistas atribuem essa recuperação a vários fatores. Em primeiro lugar, os usuários de GLP-1 de longo prazo estão ajustando seus hábitos alimentares, priorizando compras menores, porém mais frequentes. Em segundo lugar, as taxas de prescrição já atingiram os níveis de dosagem de manutenção. Portanto, os consumidores já se recuperaram do choque inicial que acompanha o uso inicial de GLP-1.
Além disso, fatores econômicos e culturais mais amplos estão em jogo. Por exemplo, há uma conscientização crescente em relação à nutrição e ao bem-estar, levando os consumidores a escolherem opções mais saudáveis e premium.
Adaptação às preferências do consumidor
Da mesma forma, as empresas lançaram produtos inovadores para recuperar a participação no mercado, concentrando-se em ofertas de baixa caloria e alto teor de proteína. Notavelmente, esses esforços repercutiram entre os consumidores, equilibrando a supressão do apetite com a satisfação dos desejos.
Em meio a esses acontecimentos, as pessoas do setor continuam otimistas, mas cautelosas quanto à recuperação dos gastos dos consumidores. No relatório da Circana, ela destaca como as empresas estão aprendendo a lidar com os efeitos imprevisíveis dos medicamentos GLP-1.
“Essa recuperação mostra a resiliência dos gastos do consumidor”, disse um analista. “No entanto, as empresas devem permanecer ágeis, pois as tendências continuam a evoluir.”
Apesar da recuperação, as pessoas ainda têm dúvidas sobre o impacto de longo prazo dos medicamentos GLP-1 no comportamento do consumidor. Por exemplo, os gastos se estabilizarão ou novas tendências de saúde podem voltar a perturbar o mercado? Alguns especialistas acreditam que o aumento das dietas sustentáveis e à base de vegetais poderá ocupar o centro do palco nos próximos anos. Outros apontam que o acesso aos medicamentos GLP-1 pode influenciar sua influência no mercado daqui para frente.
Navegando no cenário de saúde
De modo geral, o retorno aos níveis de gastos pré-GLP-1 sinaliza um ponto de inflexão crítico para o setor de alimentos e bebidas. Tanto as empresas quanto os consumidores estão encontrando novas maneiras de se adaptar ao cenário em evolução da saúde e do bem-estar. Com inovação contínua e maior conscientização, o mercado está pronto para mudanças contínuas. Entretanto, as empresas devem permanecer vigilantes, pois a saúde pública e os gastos dos consumidores estão amplamente inter-relacionados.
Nesse momento, será vital monitorar como as tendências emergentes moldarão o futuro do setor de alimentos. Os especialistas estão curiosos para saber se a recuperação se manterá estável ou se outra ruptura afetará o mercado.
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